Poema de sexta à noite #1 – Assassinato

Olá, leitores! Hoje iniciarei a série “Poemas de sexta à noite”, com temáticas mais, digamos, pesadas… E começarei com este poema que trata de um assunto bem polêmico: Assasinato. Se quiser ler é só prosseguir. Boa leitura e bons sonhos…

Assassinato

Sirenes, gritos, pânico
O que aconteceu?
Um corpo estendido ao chão
De alguém que faleceu

Caminhando pela rua
À noite, na penumbra
Uma garota indefesa

Entre ruas, vielas
Postes queimados
Ela vira uma presa

Seus passos leves delicados
Em algumas poças de lama
Nas ruas da cidade
Depois da tempestade

As árvores caídas
Os postes queimados
As casas à luz de velas
Familiares preocupados

E a jovem caminhando
Voltando para o lar
No meio do caminho
Passa em frente ao bar

Os bebuns desesperados
O assunto é destruição
O caos da natureza
Assolando a nação

E a garota segue em frente
Com os olhos abertos
A noite é perigosa

Sem ela saber
Alguns mal-intencionados
Estão à espreita

Sem ela saber
Eles a cercam lentamente
Impedindo sua fuga

A menina está preocupada
Sente alguém por perto
Um vulto misterioso
A acompanha desde longe

Um que ela viu
Outros nem percebeu
Enfim alguém se aproxima
Com sua faca na mão

Antes do ataque
A garota começa a correr
Olha para trás
Sentindo que pode morrer

Mas ela não corre tão rápido
Seus assassinos a alcançam
E em um simples golpe
A derrubam sem piedade

Ela tenta, sem sucesso
Se livrar dos opressores
Em grupo, armados
A golpeando sem parar

O sangue brota pelos cortes
Ela se bate querendo fugir
Mas eles não se importam
Até sorriem ao matar

Eles arrancam suas vestes
A violam em plena rua
Sem dó, sem compaixão
Destruem uma vida
E, como se não fosse o bastante
Acertam seu peito
Arrancam sua vida
Juntamente com seu fôlego
Juntamente com seu sangue
Juntamente com seu respeito
E continuam a golpeá-la
Mesmo ela não mais vivendo
Somente se rebatendo
Em total convulsão
O sangue escorrendo
Sem parar, por sua boca
Apenas aumenta a alegria
De quem não pensa mais na vida
Matam
Cortam
Matam
Violam
Matam
Esfaqueiam
Matam
Destroem
Matam…

Agora é apenas um corpo
Estendido no chão
Golpeado somente pela chuva
Que dilui seu sangue
Sozinha, sem vida
Sem roupa, sem futuro
Sem nada mais que importe

Algo ainda está lá
Como se não houvesse morte
Apenas uma passagem

Pois ainda se pode ouvir
Seus gritos de dor
Em cada gota de sangue
De seu corpo gélido

Sirenes, gritos, pânico
O que aconteceu?
Um corpo estendido ao chão
De alguém que faleceu…

Anúncios

Sobre @nickr4mos
Metamorfoses são naturais. Caso contrário mudanças seria aberrações.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: